Ufa...depois de um dia que começou com alvorada as 6h da manhã e terminou com lual promovido pelos violeiros da PUC e UFPel, posto do alto da minha beliche, visualizando todo o imenso dormitório feminino.
Hoje, nossa operação teve sua abertura oficial, as equipes apresentaram-se (cantamos o hino, que fez sucesso), ouvimos palestras lindas e inspiradoras e, depois de mais um almoço tristemente bom (para nós, que planejávamos emagrecer no Rondon), começou a tarde que todo menino sonhou ter: uma tarde de instrução para sobrevivência na selva!!!!!! Infelizmente, não adentramos a selva de fato, ela foi trazida à nós nas dependências do 52o batalhão.
O roteiro começou com a instrução sobre identificação de alimentos de origem vegetal. Frutas como piquí, cupuaçú, buriti, urucum, etc e -deleite- inclusive os bichinhos das frutas - foram identificados e provados pelos alunos! Na nossa equipe, ressalta-se, entre os corajosos, a Jinneffer, que comeu tranquila e elegantemente o bichinho branco e pegajoso e garantiu que sua família não acreditaria se isso não fosse postado no blog!
Daí, partimos pra instrução de obtenção de fogo e água (com direito a água provada diretamente do pau d´água e demonstrações de obtenção de fogo a partir dos meios mais inusitados - acreditem: até um ob pode gerar uma fogueira na selva!).
A próxima parada foi a instrução de confecção de abrigo na selva. Este treinamento foi ao ar livre - em outros termos: abaixo de sol quente - e circulávamos por entre diversas cabanas improvisadas, com diferentes graus de dificuldade. Sobre elas, a Germana e o Rodrigo podem tar testemunho mais preciso, já que provaram cada uma das cabanas e suas respectivas "camas".
Nossa última parada foi a instrução sobre cobras. Nesse momento, percebemos que estaremos seguros nessa missão: Germana, Dieniffer, jinnefer, Leonardo e Matheus experimentaram segurar a cobra - sucuri, se lembro bem) e descobrimos que Rodrigo já havia feito curso semelhante.
Saímos daí exaustos, mas extasiados, querendo aprender todos os códigos desta selva desconhecida, que se revela mais atraente a cada minuto.