quarta-feira, 27 de julho de 2011

Fim da Operação Peixe-Boi e mais um pouco da nossa história (Distrito de Mamori)

Foi linda, emocionante, alegre, triste a nossa despedida, que começou ainda em Careiro. Após a despedida do município, que fizemos em carro de som pelas ruas da cidade, fizemos uma despedida entre nós e alguns dos grandes amigos que fizemos em Careiro.

Nessa despedida, tiveram discursos, vídeos, música..

Um dos vídeos apresentados foi elaborado pela equipe da EERP, que fala um pouquinho da grande família que formamos e de toda a nossa experiência no RONDON. Para quem tem face e for amigo do Ronildo Alves (acho que sem ser amigo dele não é possível acessar), que é o professor da equipe de Ribeirão, vale muuuito assistir: http://www.facebook.com/video/video.php?v=224032320967393&comments. Ou, melhor, no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=_uWowUSUTcQ&feature=related.

Outro vídeo foi feito para trocarmos recado entre equipe e anjo Siqueira: http://www.youtube.com/watch?v=ZMzkwLuEWug&feature=related.

Além desses vídeos, o Alisson (Ribeiro) compôs uma linda, divina música, que, aliás, foi cantada juntamente com a Rê (EERP), tanto na sexta-feira, na nossa casinha, como no sábado, na cerimônia de encerramento, em Manaus. A letra da música segue abaixo. No link, a nossa participação no encerramento do RONDON, em Manaus: http://www.youtube.com/watch?v=mHL4XftoHWs.

Se somos diferentes, a diferença é normal
E entre cores e sotaques, todo o fator cultural
Bonito é viver, poder aprender
E a diferença está
No modo de ver, de como viver
No jeitinho de falar...

Porta, porteira e portão
Tome o meu chimarrão

Sei que vai ficar no meu coração
E a memória traz na forma de recordação
O que vivi, das coisas que eu nunca vi
E o que passou até chegarmos aqui!!

A Operação acabou, já nos despedimos, mas ainda seguiremos postando fotos e percepções dos mais de 15 intensos dias vividos no Estado do Amazonas. 

Por ora, aproveito e coloco algumas fotos dessa nossa experiência, na tentativa de matar a saudade do RONDON, de Careiro e de sua população que tão bem nos acolheu!

Passeio de barco no Rio Solimões, em Manaus

Da balsa, de Manaus para Careiro da Várzea 

Imagens do Município de Careiro


 
Há muitas borboletas! (e Urubus!) 


 Imagens da viagem para o distrito de Mamori - Linda viagem, lindo lugar!








Taberna (ou seja, boteco, mercadinho no meio do rio) 






 Escola São Pedro I, no distrito de Mamori, onde realizamos as oficinas nos turnos da manhã e tarde



Início da viagem de retorno de Mamori.

Na metade em diante da viagem de retorno de Mamori, a escuridão era total. Com a ajuda de uma lâmpada ou lanterna grande, o barqueiro se guiava em meio ao rio cheio de curvas e "bifurcações" - por vezes, o rio se bifurcava em dois ou três possíveis caminhos. 

Cercando o rio, a maior floresta do mundo; sobre ele, o céu mais estrelado que se pode imaginar; na sua beira, vários olhinhos vermelhos (jacarés), e, o desafiando, pequeníssimas embarcações, possivelmente retornando para suas casas, escondidas no meio da floresta e que, em alguns momentos, identificávamos, devido a existência de luz vindo da mata. A experiência foi sensacional!

De Mamori, também precisamos falar das oficinas, que tiveram público grandioso e bastante interessado.. Fica para um próximo post, quando falarmos mais das oficinas e do trabalho realizado em Careiro. Por enquanto, estamos no êxtase da beleza local..

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Momento Descontração...


Olá Pessoal,

A primeira impressão da cidade foi ótima, inclusive reuniões com os secretários, entrevista na rádio (viramos radialistas várias vezes).

A população nos recebeu muito bem e tentamos retribuir da melhor maneira possível a atenção que nos deram, demostrando interesse em participar.

É uma experiência que vai ficar marcada em nossas vidas, a amizade que formou o dialeto da fusão entre o poxa, intão e tchê!!

Em pesquisas em HDs e notebooks diversos, não encontramos nenhuma foto coletiva após a chegada em Careiro Castanho, pelo menos, não que possamos postar (hehehe).

Então a gente vai postar uma brincadeira que estamos fazendo aqui.

A brincadeira é a seguinte: Tirar 3 fotos em sequência trocando os lugares.

Abaixo segue algumas sequências de fotos da 1ª a 3ª.

Primeira sequência...



Segunda sequência...

Ops: Uma intrusa!!!

Terceira sequência...



Quarta sequência...



Foi uma brincadeirinha para descontrair, agora em ritmo de despedida (triste)...

Espero que gostem.

abraços

Em breve, mais posts.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

“Nessa terra de gigantes...Eu sei que já ouvimos tudo isso antes...” Por Carol Padoin

Como já cantaram os Engenheiros do Hawaí, já ouvimos tudo isso antes. Ouvimos falar dessa terra de gigantes e muitas vezes não a percebemos. Pois aqui me encontro, aqui estamos todos nós da equipe Rondon, na gigante Amazônia. Nenhum de nós imaginava encontrar tanta beleza, tanta diversidade, tanta cultura, tantos desafios. Chegamos prontos a conhecer o novo, a trocar experiências, trocar ideias, aprender e ensinar, e hoje, já na segunda semana de operação Peixe-Boi, nossas realizações já ultrapassaram tanto tudo isso que nossos objetivos se tornaram parte de uma grande aprendizagem. Assim como a frase tema do Rondon: “Lição de vida e cidadania”, nossos dias tem sido uma verdadeira lição. É uma oportunidade ímpar de conhecer nossa terra de gigantes.


Ao longo da viagem, ainda no avião foi possível admirar a imensidão das águas, as matas verdes, as populações ribeirinhas que se estendiam ao longo de gigantes rios, e lá de cima imaginar como é possível (e desafiador) sobreviver à beira de um gigante, flutuando em casas que acompanham a cheia e a seca dos rios.
Toda beleza que há nas gigantes árvores que preenchem a região em que passamos e todo mistério que há nos gigantes rios que caldeiam o estado do Amazonas se completa no momento em que conhecemos o povo que habita. As pessoas que cruzaram nosso caminho até agora fizeram parte da realização de nossos objetivos e nos fazem querer entender a gigante Amazônia a cada novo dia de trabalho. Eu sei que já ouvimos tudo isso antes, sei que já ouvimos falar das belezas naturais, das gigantes matas, dos gigantes rios, mas somente estando aqui pude entender o que tudo isso representa.


Durante os dias de muito trabalho junto à comunidade, com oficinas que abordam diversos temas, a troca de experiência superaram as expectativas, sejam elas pessoais ou coletivas. A verdade é que sempre aprendemos mais do que ensinamos.

O sorriso constante das crianças, a alegria em nos receber, as histórias de quem anda mais de 3 horas de barco para chegar à escola e tantos outros relatos, nos fazem não querer parar e seguir em frente, contribuindo para um mundo melhor. Mesmo que seja sob o Sol de 40 graus ou que tenhamos que acordar às 5 horas da manhã, nada pode ser maior do que a vontade de contribuir, de seguir em frente cumprindo nossa missão e de semear alguma coisa boa.


Após uma manhã de trabalho, sentar à sombra de uma gigante árvore e ouvir lendas amazônicas das pessoas que aguardaram ansiosos nossa chegada para as oficinas, nos fazem refletir a respeito de nosso papel nesse mundo gigante, nesse Brasil gigante e acima de tudo, nos agiganta como cidadãos.

Nessa terra de gigantes, somos uma gota d’água, e somente unidos podemos formar um rio, somos uma folha, e somente juntos podemos formar uma floresta, somos apenas um, e somente juntos podemos mudar a realidade do povo brasileiro.


Ainda ouviremos falar muito desta terra onde os maiores gigantes não são somente as enormes árvores, os rios, a fauna, mas todos nós. Ouviremos falar de suas transformações, e principalmente das nossas próprias transformações como cidadãos e como seres humanos.

Cada dia aqui é uma lição de humildade, de superação, de disciplina, de transformação, e também de muita alegria e esperança. Voltaremos muito mais humanos e com certeza, transformados!

Por Carol Padoin

quarta-feira, 20 de julho de 2011

“Eu não sou daqui também marinheiro, mas eu venho de longe. E ainda do lado de trás da terra além da missão cumprida, vim só dar despedida” (Camelo)

No embalo do último post, diante da tentativa de demonstrar como é esse indescritível lugar e essa impressionante experiência, me colocando em meio a essa grandiosa selva e em contato com essa maravilhosa comunidade, percebo que está cumprido o inicial objetivo do RONDON, de transformar e melhorar o acadêmico, não apenas como estudante, mas como cidadão.

Essa operação nos posicionou frente a frente com realidade que imaginávamos, mas que ainda eram desconhecidas e que se revelam a cada conversa trocada e a cada oficina aplicada.

Essa troca ocorre quando percebemos o interesse das pessoas daqui em desenvolver sua comunidade, sua cultura, suas famílias, seus negócios, etc, perguntando, respondendo e atuando junto conosco no sentido da ascendência da cidade de Careiro, visando ainda a preservação e o equilíbrio dessa Amazônia linda!

Mesmo que ainda restem três dias para o final da operação, acredito que a missão dada já foi cumprida. A semente Riograndense já está brotando em solo amazônico!

Épocas de mudanças, transições.. obrigada!

Por Luíza Weber

“Todo dia o mesmo atraso. Sempre o mesmo desatino, toda obra do acaso é um presente do destino” (Kariel Nunes) Por Luiza Weber

Estamos num lugar onde o verde é infinito diante dos nossos olhos. Perfaz-se entre a grama rasteira e a copa das árvores mais altas. O reflexo das águas do Rio Castanho no fim da época de cheia, representa a vontade de aprender da comunidade do Município de Careiro (Castanho), do Amazonas.

Deixando de lado essa tentativa poética que mal se aproxima da real descrição desse lugar, ressalto que esse é um post de agradecimentos.

Nesses onze dias que estamos em Careiro andando e navegando pelos distritos em seu redor, tivemos a honra de conhecer incríveis pessoas que colaboraram com a Operação Peixe-Boi de várias formas. Dessa forma, agradeço especialmente a nossa querida Eliana, que baseada na sua história de vida e com seu lindo coração, fez dessa operação um sucesso, auxiliando seus amarelinhos tanto nos bastidores quanto em palcos abertos.


Será coincidência existir uma Eliana na Amazônia tão parecida com uma Eliane do Rio Grande do Sul? Pode até ser, mas a moral dessa história é que nesses treze dias que não falo com a minha querida mãe, encontro luz nos olhos dessa outra Eli. Obrigada!

Por Luíza Weber

Recanto Pio Lantéri e Purupuru: Trabalho, paisagem e pessoas

Pessoal, acho que conseguirei postar algumas fotos. Não vou reoatrigir muitos dias. Portanto, agora postarei fotos do dia 17/07, quando realizamos atividades no Recanto Pio Lanteri (sede social da Fundação Pio Lanteri e organização Amazônia Humana), conforme comentado no post anterior. Postarei, também, fotos do distrito de Purupuru, onde estivemos nos dias 18 e 19/07, com direito a muitas oficinas, vôlei na noite do dia 18/07, pouso e alimentação perfeitos, passeio de barco, paisagem belíssima (pra variar! ai, ai, Amazonas dos deuses!!) e carinho enoooorme da população! Mais adiante, em novos posts, postaremos fotos dos dias anteriores e das demais atividades e localidades.

A começar, Recanto Pio Lanteri:


Agora, fotos de Purupuru. Confiram fotos de algumas oficinas, da população, da paisagem:

Oficina "Fazendo 'arte'" (coordenador: Luíza)

Oficina "Redução, reutilização e reciclagem" (coordenador: Bruno)

Oficina "(Re)aproveitamento de alimentos" (coordenador: Luíza; em parceria com Lucas - estudante de nutrição, da USP). Obs: vejam a carinha de sapeca e faceira da Lu no canto direito

Oficina "Informática como ferramenta de trabalho (manutenção de computadores)" (coordenador: Bruno)

Paisagem