Nessa despedida, tiveram discursos, vídeos, música..
Um dos vídeos apresentados foi elaborado pela equipe da EERP, que fala um pouquinho da grande família que formamos e de toda a nossa experiência no RONDON. Para quem tem face e for amigo do Ronildo Alves (acho que sem ser amigo dele não é possível acessar), que é o professor da equipe de Ribeirão, vale muuuito assistir: http://www.facebook.com/video/video.php?v=224032320967393&comments. Ou, melhor, no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=_uWowUSUTcQ&feature=related.
Outro vídeo foi feito para trocarmos recado entre equipe e anjo Siqueira: http://www.youtube.com/watch?v=ZMzkwLuEWug&feature=related.
Além desses vídeos, o Alisson (Ribeiro) compôs uma linda, divina música, que, aliás, foi cantada juntamente com a Rê (EERP), tanto na sexta-feira, na nossa casinha, como no sábado, na cerimônia de encerramento, em Manaus. A letra da música segue abaixo. No link, a nossa participação no encerramento do RONDON, em Manaus: http://www.youtube.com/watch?v=mHL4XftoHWs.
Se somos diferentes, a diferença é normal
E entre cores e sotaques, todo o fator cultural
Bonito é viver, poder aprender
E a diferença está
No modo de ver, de como viver
No jeitinho de falar...
Porta, porteira e portão
Tome o meu chimarrão
Sei que vai ficar no meu coração
E a memória traz na forma de recordação
O que vivi, das coisas que eu nunca vi
E o que passou até chegarmos aqui!!
A Operação acabou, já nos despedimos, mas ainda seguiremos postando fotos e percepções dos mais de 15 intensos dias vividos no Estado do Amazonas.
Por ora, aproveito e coloco algumas fotos dessa nossa experiência, na tentativa de matar a saudade do RONDON, de Careiro e de sua população que tão bem nos acolheu!
Passeio de barco no Rio Solimões, em Manaus
Da balsa, de Manaus para Careiro da Várzea
Imagens do Município de Careiro
Há muitas borboletas! (e Urubus!)
Imagens da viagem para o distrito de Mamori - Linda viagem, lindo lugar!
Taberna (ou seja, boteco, mercadinho no meio do rio)
Escola São Pedro I, no distrito de Mamori, onde realizamos as oficinas nos turnos da manhã e tarde
Início da viagem de retorno de Mamori.
Na metade em diante da viagem de retorno de Mamori, a escuridão era total. Com a ajuda de uma lâmpada ou lanterna grande, o barqueiro se guiava em meio ao rio cheio de curvas e "bifurcações" - por vezes, o rio se bifurcava em dois ou três possíveis caminhos.
Cercando o rio, a maior floresta do mundo; sobre ele, o céu mais estrelado que se pode imaginar; na sua beira, vários olhinhos vermelhos (jacarés), e, o desafiando, pequeníssimas embarcações, possivelmente retornando para suas casas, escondidas no meio da floresta e que, em alguns momentos, identificávamos, devido a existência de luz vindo da mata. A experiência foi sensacional!
De Mamori, também precisamos falar das oficinas, que tiveram público grandioso e bastante interessado.. Fica para um próximo post, quando falarmos mais das oficinas e do trabalho realizado em Careiro. Por enquanto, estamos no êxtase da beleza local..
























A Fadisma (representada na última operação pelas professoras Carolina e Daiane, e grupo de acadêmicos do curso de Direito) mais uma vez - impulsionada pelo espírito rondonista que trilha o caminho rumo à cidadania - auxiliou no desenvolvimento do senso de responsabilidade e no incentivo do trabalho em grupo. O curso de Direito faz com que sejamos cidadãos do mundo, aprendemos a ter o comprometimento tanto social, quanto com as pessoas em sua individualidade, respeitando as diferenças na riqueza da diversidade. Somos preparados para todas as situações, argumentos, técnicas e, principalmente, para aprender a aprender. Isso é o que nos move, nos reveste do espírito rondonista, pois acreditamos em nós mesmos e nos outros, nos aperfeiçoando a cada dia em prol do bem comum, na busca da felicidade e da paz. Somos capazes de ensaiar a peça, de analisar e dominar o assunto, somos abertos à aprendizagem diária, e também sabemos ser humildes e reconhecer a imperfeição humana. A ideia de que não são as respostas que movem o mundo, e sim as perguntas significa que as pessoas aprendem aquilo que é significativo para elas, pois o interesse precede o conhecimento (através da curiosidade). Quando trabalhamos com pessoas, com cidadãos com múltiplas possibilidades e diferentes saberes, que almeja um forte pacto, uma conexão produtiva e significativa entre eles e nós, conseguimos, em conjunto, pensar e aprender de forma autônoma. Mas, para que ocorra a verdadeira transformação social, é preciso reconhecer que todos têm talentos, basta uma oportunidade para desenvolvê-los. Parabéns pelo excelente trabalho queridos rondonistas. Gostaria de dizer que minha experiência como rondonista na operação Carajás/Pará, em janeiro de 2011, foi isso, um misto de ensinamentos e aprendizagem, de paz e solidariedade, de doação e amizade. Muito ainda tenho a aprender, mas muito mais eu trouxe na bagagem, o sorriso e a amizade do povo, das pessoas da região, da cidade e do interior, seu carinho, seus ensinamentos, suas memórias. Ser rondonista é isso, é uma missão inesquecível e uma verdadeira lição de amor! Elizete Helena (Bacharel em Direito/Fadisma, 25/08/2011).
ResponderExcluir“Conhecimento não é aquilo que você sabe, mas é o que você faz com aquilo que sabe.” (Aldous Huxley)
Elizete! Que saudade de ti e dessa sensibilidade toda.. Estão lindas as tuas palavras, assim como foi lindo te ver te amarelo, sorriso e disposição, em janeiro, em Água Azul do Norte/PA. Lá, muito antes de ser estudante de direito, tu era alguém sério, preocupado, engajado, entregue, solidário, sonhador, potente e potencializador, cidadão e humano! Obrigada por ter acreditado no que podias fazer. E obrigada por continuar acreditando. Nosso trabalho não acabou ao final do 15º ou 16º dia. O Rondon não sai de nós!
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