Em pleno feriado de Corpus Christi (23 de junho), lá estavam eles.. alguns desde muito cedo da tarde, outros desde um pouco mais tarde, outros.. atrasados! O intuito era apresentar e discutir a versão final das oficinas que serão oferecidas a um povo bonito e inquieto, que mora numa terra colorida com as cores da natureza e das pessoas e cercada de água por todos os lados; eu disse todos: direita, esquerda, baixo e cima.
O detalhe é que todo o trabalho realizado, o tempo dedicado, a pesquisa feita e a troca de experiências, enfim, tudo o que foi feito para deixar as oficinas perfeitas, traz a certeza de que, do muito que eles esperam levar, muito mais trarão de volta: o contato com uma nova realidade natural e social, repleta de diferenças que, seguramente, despertará neles um olhar crítico e sensível, que nenhum livro ou ensinamento de sala de aula é capaz de proporcionar.
Ora cientes da preciosidade do que receberão, ora preocupados com a responsabilidade do que oferecerão, assim eles experenciam ansiedade, frio na barriga, felicidade, curiosidade, medo.. Afinal, são humanos. E, o que dói e provoca ainda mais, humanos prestes a se tornar ainda mais humanos.
O dia de trabalho que começou cedo da tarde, terminou tarde da noite. Um se foi pelas 22hs: trabalho, estudo.. haja tempo para conseguir organizar todos os compromissos que já se apresentam a quem talvez um dia tenha achado que ser estudante é ter uma vida sem prazos e responsabilidade. Mas os outros aproveitaram a possibilidade e oportunidade de ficar um pouco mais grudadinhos com aqueles que já começam a assumir a fisionomia de parentes, uma vez que constituintes de uma nova família.
E eles se divertiram e falaram de tudo (http://www.youtube.com/watch?v=t3ceeAD2i6c); se mostraram e foram vistos. Ou seja, eles se aproximaram, mesmo que talvez tenham também se afastado, como condição para essa posterior aproximação. Tão complexos os homens que se tornam cada vez mais homens.
Agora eles se sentem prontos. Desafios vários já surgiram e foram superados. A parceria tem se fortalecido e a vontade de trabalho se manifesta com gosto de lazer-prazer. Falta fechar as malas e zarpar... para quilômetros a frente, acima.. rumo ao Estado do Amazonas. Eles são os rondonistas da FADISMA que participarão da Operação Peixe-Boi, no município de Careiro, e não imaginam o que poderia dar mais sentido às suas vidas nesse momento...
Com alegria, ansiedade, frio na barriga, medo, angústia, satisfação, mas, acima de tudo, confiança, eu, Carol, que também faço parte 'deles', saúdo a todos nós, belos e fortes, alegres e corajosos, amigos e honestos, para a aventura que começará na madrugada dessa quinta para sexta-feira. Quem quiser também fazer parte da família RONDON, basta embarcar e deixar o peito rasgado.. A gente vai invadir!
