Os municípios aquáticos são aqueles em que a quase totalidade da viagem se realizaria de barco. Algumas destas viagens durariam poucas horas, outras, porém, mais de um dia.
Os municípios terrestres, dentre os quais está Careiro, são aqueles em que a maior parte da viagem seria feita pela via terrestre. No nosso roteiro, estava incluída uma viagem de 1h até a balsa, mais uma viagem de aproximadamente 1h na balsa e, após, deslocamento terrestre passando pelos municípios de Autazes e Manaquiri, onde seriam deixados professores, dois por município, até chegarmos, ao final do dia, em Careiro.
Nem tudo, porém, saiu conforme o planejado.. Mas vamos por partes, a começar pela viagem de balsa. Nesta, o mais interessante foi ter conhecido o Seu Samuel, que nos contou várias histórias da região e da sua própria vida, e ter cruzado o encontro dos Rios Negro e Solimões.
Eu, Alexandre e Liamara (eles dois trabalharão juntos em Manaquiri)
Logo mais a frente, o encontro das águas
Conversa com Seu Samuel, que, neste momento, nos ajudou a reformular o roteiro. Nesta foto, aparecem também os professores que trabalharam em Autazes: Otto (esquerda, de branco) e José Eduardo (no centro)
Eu e Ronildo de "motoristas" da balsa
Seu Samuel, Ronildo e eu
Após o trancurso pela balsa, a viagem seguia na van até que... ela estragou (ou ao menos assim imaginávamos):
Num determinado momento e para nossa sorte, se aproximou um caminhão do Exército e novos militares tentaram descobrir qual o problema do nosso veículo.
O desânimo e a descrença caíam sobre quase todos (se ainda não deu para perceber, decidi inserir um ar dramático, mas também cômico à narrativa.. até porque era este o clima do momento)..
.. até que se decidiu utilizar da "mão amiga" dos companheiros do exército e voltar ao vilarejo junto à balsa, onde um mecânimo poderia nos dar uma ajuda..
Chegado ao vilarejo, enquanto o mecânico investiga o que pode ter ocorrido com o veículo..
.. rondonistas clamam por uma solução (este deve ser o auge da dramaticidade narrativa.. assim espero! confio em mim! eheh)
E em resposta ao clamor, se descobre que o problema da van era apenas e tão-somente um mecanismo de segurança que deveria ser desligado para que o veículo voltasse a andar. Falha de comunicação ou não, o que importa é que a viagem prosseguiu e, já de noite, chegamos a Autazes, ou, melhor, ao "porto" de onde Otto e José Eduardo pegariam um pequeno barco até a cidade de Autazes.
Como já era tarde e os nossos guerreiros de selva, Sargento Pereira e Figueiredo já estavam cansados, ficou decidido que ao invés de desviarmos da estrada para irmos até Manaquiri, iríamos direto para Careiro, onde todos dormiriam. A foto abaixo registra o momento que voltamos da janta e nos despedimos, cansados, cada um indo para o seu quarto.
Na manhã seguinte, Lia e Alexandre seriam levados por Pereira e Figueiredo para Manaquiri, que, por sua vez, após esta "entrega", seguiriam para Manaus. Eu e Ronildo de imediato daríamos início às nossas atividades no município.. o que, porém, ficará para um próximo post, a ser publicizado neste blog após a reunião que eu, Dai e Pam realizaremos com a equipe, ainda nesta semana.



































