domingo, 10 de abril de 2011

Precursora: o deslocamento até Careiro Castanho

O dia 04 de abril continua com o deslocamento até os municípios. Enquanto alguns professores já tinham saído do CIGS em direção aos seus municípios, a grande maioria deu início à viagem às 13hs. No que diz respeito à viagem, o capitão Enilson classificou os municípios em terrestres e aquáticos.

Os municípios aquáticos são aqueles em que a quase totalidade da viagem se realizaria de barco. Algumas destas viagens durariam poucas horas, outras, porém, mais de um dia.

Os municípios terrestres, dentre os quais está Careiro, são aqueles em que a maior parte da viagem seria feita pela via terrestre. No nosso roteiro, estava incluída uma viagem de 1h até a balsa, mais uma viagem de aproximadamente 1h na balsa e, após, deslocamento terrestre passando pelos municípios de Autazes e Manaquiri, onde seriam deixados professores, dois por município, até chegarmos, ao final do dia, em Careiro.

Nem tudo, porém, saiu conforme o planejado.. Mas vamos por partes, a começar pela viagem de balsa. Nesta, o mais interessante foi ter conhecido o Seu Samuel, que nos contou várias histórias da região e da sua própria vida, e ter cruzado o encontro dos Rios Negro e Solimões.

 
 Eu, Alexandre e Liamara (eles dois trabalharão juntos em Manaquiri)
 
 Logo mais a frente, o encontro das águas
 Conversa com Seu Samuel, que, neste momento, nos ajudou a reformular o roteiro. Nesta foto, aparecem também os professores que trabalharam em Autazes: Otto (esquerda, de branco) e José Eduardo (no centro)
 
 
 Eu e Ronildo de "motoristas" da balsa
 Seu Samuel, Ronildo e eu

Após o trancurso pela balsa, a viagem seguia na van até que... ela estragou (ou ao menos assim imaginávamos):

 

Num determinado momento e para nossa sorte, se aproximou um caminhão do Exército e novos militares tentaram descobrir qual o problema do nosso veículo.


O desânimo e a descrença caíam sobre quase todos (se ainda não deu para perceber, decidi inserir um ar dramático, mas também cômico à narrativa.. até porque era este o clima do momento)..


.. até que se decidiu utilizar da "mão amiga" dos companheiros do exército e voltar ao vilarejo junto à balsa, onde um mecânimo poderia nos dar uma ajuda..


Chegado ao vilarejo, enquanto o mecânico investiga o que pode ter ocorrido com o veículo..


.. rondonistas clamam por uma solução (este deve ser o auge da dramaticidade narrativa.. assim espero! confio em mim! eheh)


E em resposta ao clamor, se descobre que o problema da van era apenas e tão-somente um mecanismo de segurança que deveria ser desligado para que o veículo voltasse a andar. Falha de comunicação ou não, o que importa é que a viagem prosseguiu e, já de noite, chegamos a Autazes, ou, melhor, ao "porto" de onde Otto e José Eduardo pegariam um pequeno barco até a cidade de Autazes.


Como já era tarde e os nossos guerreiros de selva, Sargento Pereira e Figueiredo já estavam cansados, ficou decidido que ao invés de desviarmos da estrada para irmos até Manaquiri, iríamos direto para Careiro, onde todos dormiriam. A foto abaixo registra o momento que voltamos da janta e nos despedimos, cansados, cada um indo para o seu quarto.


Na manhã seguinte, Lia e Alexandre seriam levados por Pereira e Figueiredo para Manaquiri, que, por sua vez, após esta "entrega", seguiriam para Manaus. Eu e Ronildo de imediato daríamos início às nossas atividades no município.. o que, porém, ficará para um próximo post, a ser publicizado neste blog após a reunião que eu, Dai e Pam realizaremos com a equipe, ainda nesta semana.

Precursora: no CIGS

Este post se dedica a apresentar o CIGS - Centro de Instrução de Guerra na Selva e a relatar as atividades ali realizadas nos dias 03 e 04 de abril, antes de partirmos para a precursora propriamente dita.

Chegamos no CIGS em torno das 15hs (horário de Manaus) do dia 03 de abril e, após guardarmos nossas coisas e, no que diz respeito às meninas, conversarmos com a oficial Ana Regina (conhecida por Ana ou Regina), que se mostrou bastante apaixonada pelo seu trabalho e pelo Amazonas e bastante preocupada em nos orientar e ajudar, fomos lanchar e passear pelo CIGS, que possui um zoológico aberto ao público no seu interior.

 
 
 
 
 Lá ao fundo o alojamento feminino
 Dentro do alojamento feminino

O zoológico do CIGS é relativamente grande e tem muitos animais, dentre eles um jacaré, onças, cobras, macacos.. Segue, abaixo, um pouco do nosso passeio pelo zoológico, quando pude conhecer melhor o Prof. Ronildo, da Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto, que é quem coordena a equipe que trabalhará conosco em Careiro.

 
 
 
 
 Aparecem, nesta foto, os profs: Lorena, Lia, eu, Arethusa, Elisângela, Adriano e, atrás, de verde, o Marcos
 
 
 Este é o Prof. Ronildo, nosso companheiro em Careiro
 Elisângela, que trabalha na Unipampa em São Borja, Ronildo e a mineira Arethusa

Neste primeiro dia, além de nos estabelecermos e conhecermos o zoológico do CIGS, tivemos uma reunião no auditório com o comandante do CIGS, Coronel de Infantaria Edmundo Palaia Neto. O objetivo de referida reunião foi apresentar a estrutura, a missão, os objetivos e a função do CIGS. Além disso, o Coronel Palaia falou sobre as dificuldades inerentes à selva e sobre o interesse internacional de civis e militares em prestar curso no CIGS, que, porém, tem elevado percentual de evasão, chegando a mais de 40%, que se justifica pelo ritmo e atividades do próprio curso.

 
 
 
 Rabdomiólise: doença que tem matado alunos do CIGS
 "A imensidão da Amazônia é tão majestosa que de súbido a inteligência humana não lhe suporta o peso.." Euclides da Cunha

Após a palestra do Coronel Palaia, teve jantar de confraternização, regada a comida de muitíssima qualidade e música ao vivo. O repertório? A deliciosa música popular brasileira!

Jantar de confraternização

Ao final deste dia, após a janta, um grupo de professores, dentre eles eu, foi conhecer o teatro de Manaus (o Teatro Amazonas) e um pouco da cidade. 

 
 
Retornando ao CIGS
 

No dia seguinte, 04/04, além de sermos apresentados à mascote do CIGS, tivemos mais palestras, uma com o Comandante Dias e outra com o Coronel Enilson. Neste momento, também foi apresentado o anjo (ou: militar de ligação) de algumas das equipes.

 
 
 
 

Palestra com o Comandante Dias, em que recebemos instrução para orinetar na viagem precursora:


Palestra com o Coronel Enilson sobre a logística do deslocamente até os municípios:

Roteiros de viagem até o municípios (roteiros dos municípios "terrestres", dentre os quais se inclui Careiro)
 
 Eu, comandante Dias e Ronildo
 Comandante Dias apresenta alguns dos anjos (à esquerda dele está o Sargento Siqueira, nosso anjo)
 Eu, Sargento Siqueira e Ronildo
 Ronildo, Capitão Enilson (responsável pela logística da precursora) e eu

Após estas atividades todas, almoçamos e partimos, todos os professores, para os municípios, com exceção dos professores que já tinham partido cedo da manhã, em razão da própria distância e dificuldade de transporte..