sábado, 9 de abril de 2011

Precursora: a viagem de SM a Manaus

Tenho certeza de que não conseguirei expressar aqui, neste espaço, tudo o que senti durante todos os dias da precursora. O ideal seria ter conseguido escrever a cada dia. Mas isto realmente não se fez possível, principalmente por falta de tempo, já que os dias eram cheios de atividades.

Mesmo assim, vou desafiar minha memória e tentar falar com o máximo de detalhes sobre informações e emoções aprendidas e vividas.

A viagem precursora começou quando, à 1h da madrugada do dia 03/04, peguei um ônibus de SM para POA. Em POA, fui até o aerporto e fiquei aguardando, em meio a computador, sanduíche feito pela minha querida mãezinha e café, o horário do embarque. Na área de embarque encontrei a Aline Adams. Acredito que nem todo mundo saiba quem ela é.. Cabe aqui, então, um rápido parentese.

A Aline Adams é uma ex-colega de graduação da Pam que deu aula na Fadisma no semestre passado. Ela trabalha com direito penal e é mestre nesta área pela PUC/RS. Ainda no final do semestre passado ela foi convidada para assumir o que seria, na Fadisma, a Coordenação de Extensão, e teve que largar a Fadisma e ficar somente nesta outra instituição, onde já trabalhava.

Antes mesmo de entrar na Fadisma, a Aline comentou com a Pam sobre as suas experiências no Projeto Rondon, que começaram desde a época em que foi aluna da pós na PUC/RS. Quando entrou na faculdade, foi quem, então: elaborou, junto com a Pam, os projetos apresentados pela Fadisma; orientou a Pam e a Dai na viagem precursora; conversou com todas nós (Pam, Dai, eu e Aline Casagrande) sobre como seria o trabalho no município etc..

Sendo assim, quando a encontrei no aeroporto, fiquei bastante feliz e aproveitei para trocar algumas ideias e buscar respostas a algumas ansiedades minhas.

Durante o vôo (das 7h50 às 10h05, aproximadamente), além dela, que sentou três poltronas atrás de mim, vi embarcar outra rondonista, identificada porque estava com a camiseta amarilha do projeto, com quem acabei fazendo amizade logo que chegamos em Brasília.. Mas, calma, calma.. ainda estamos no avião e, durante este momento, pude aproveitar para:

Registrar as diferentes paisagens:

 Perto de POA
 Na meio da viagem.. Paraná quem sabe
Chegando em Brasília

Estudar e trabalhar no nosso projeto (enquanto outros dormiam..):


Com a chegada, abordei a profª. da camiseta amarela e descobri que ela se chama Liamara e que é professora da PUC/RS. A Aline Adams seguiu no avião, já que ela não ia para Manaus e sim para o Amapá (Operação Oiapoque).

Eu e Lia tomamos café juntas e conversamos bastante. Depois de um tempo, começaram a chegar outros professores, vindos de várias partes do Brasil, atraídos pela camiseta da Lia e pelos e-mails que tínhamos trocado antes da viagem, em que tentamos organizar um encontro ainda em Brasília (para aqueles que fariam escala nesta cidade, claro). Foi maravilhoso conhecer boa parte dos professores ainda antes de chegar em Manaus. 

A precursora começou, portanto, desde muito cedo, com trocas de experiências e ideias, mas, acima de tudo, construção de amizade e parceria. O Comandante Dias, que é oficinal da Aeronáutica e é quem comanda a Operação Peixe-Boi, também se juntou ao nosso grupo. Logo mais abaixo coloco uma foto dele.

Abaixo, fotos já no avião que nos levou de Brasília para Manaus.

 Os três que sorriem e me olham são queridíssimos profs que encontraremos em julho. Não lembro do nome do professor do banco da frente, mas os outros dois são a Lia e o Sérgio. Todos maravilhosos!
Eu, com a camiseta da Operação Carajás, e um amazonense, que, depois, ao final da viagem, me passou várias informações sobre a cidade.. Afinal, viu que eu babava olhando pela janela..

Durante este vôo, trabalhei mais um pouco, mas, depois, grudei na janela. A paisagem seguiu mudando, até que se passou a ver verde, verde, nuvens, verde, verde. Acredito que desde o Pará a floresta tomou conta da paisagem. Junto com a floresta, a umidade, as nuvens e, pasmem(!), muitos arco-iris. Foram, nada mais, nada menos, do que 6 arco-iris durante a viagem até Manaus, que durou, aproximadamente, das 12h15  (no horário de Brasília) até 14h10 (no horário de Manaus, cujo fuso tem 1 hora a menos que Brasília).

Floresta, mas bem diferente da amazônica, conforme abaixo
 Conseguem ver o arco-iris? Na esquerda, tem um rio
 Nuvens e floresta
Nuvens, floresta e sombra das nuvens na floresta

Com a proximidade de Manaus, a natureza se torna ainda mais exuberante. Teria sido ela a inspiradora do "berço esplêndido" que Duque Estrada cantou no nosso hino nacional? Não sei. Mas não consigo imaginar que o "gigante pela própria natureza" não se refira a este estado maravilhoso. 

A floresta, os rios (Negro, Solimões e afluentes), a água transbordante e a cidade são os destaques das fotos que seguem:




 Lá Rio Negro, aqui Solimões (conseguem ver?)

 Viram o encontro dos rios? Eles não se misturam..
 "Andam" lado a lado por quilômetros e não se misturam



Esta é Manaus e a ponte que aparece no canto ainda não está concluída

Chegamos em Manaus e assim que o avião aterrisou caiu uma forte chuva. Fomos recebimos por oficiais do CIGS - Centro de Instrução de Guerra na Selva, para onde fomos levados e onde fomos alojados e instruídos para a missão que se iniciaria.. 

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